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Quem são os beatniks?

 Viajar sem destino, com uma mochila nas costas, falando o que vem à cabeça, pedindo carona, bebendo wisky barato, com roupa surrada, fumando cigarros comuns… Assim eram a maioria dos beatniks. Mas quem de fato são esses “seres” estranhos, que ficavam perambulando pelas noites e falando “asneiras”? Quantos são? Pois é, não se sabe ao certo, sabe-se que alguns deles criaram obras incríveis, geniais, e que mudaram totalmente a vida de milhares de pessoas, mudaram a “forma de ver o mundo“.
     Na década de 50, artistas, poetas, escritores desenvolveram um modo anti-materialista de viver. O nomadismo era uma característica dos quais, a busca espiritual, em geral muito aprofundada também, era algo que eles buscavam. A geração beat foi a primeira a nascer nos Estados Unidos com índole contracultural, o primeiro movimento forte iniciado por um pequeno grupo também.

Lucien Carr, Jack Kerouac, Allen Ginsberg e William S. Burroughs

     Influenciados pela batida do jazz, os textos produzidos pelos beats são fortes, fluídos, impacientes, frenéticos… O ritmo seria, segundo Kerouac, uma prova de esforço da livre associação das palavras. Daí a designação dos vários estilos literários dos beats, como “prosódia bop”, expressão que foi cunhada por Kerouac, e definida por Gregory Corso como “a utilização de misturas espontâneas, imagens surrealistas, saltos, batidas, compassos, longas e rápidas vogais, versos longo, muito longos, e a alma como principal conteúdo”.
     As obras mais conhecidas, tidas como “marcos” da geração são: “Howl” de Allen Ginsberg, “Naked Lunch” de William S. Burroughs e “On the Road” de Jack Kerouac. Esses autores são os mais famosos beatniks, na minha opinião, gênios. Ginsberg com “Howl” me tira o fôlego, creio que seja o manifesto mais forte dessa geração, ele exalta o estilo de vida marginal, o uso de ilícitos e sexualidade liberal. Em “Naked Lunch“, Burroughs explicita algo que é intrínseco as suas obras, a fascinação pela miscigenação de movimentos, ele gosta de misturar características cubistas com dadaístas, e naquela obra podemos conferir isso devido a ilinearidade da narrativa. Kerouac é um dos meus escritores preferidos, “On the Road“, sua obra mais conhecida, e uma das melhores, junto de “Visions of Cody“, é incrível, pitoresca e emocionante, fugindo de todos os padrões, os textos de Jack relatam experiências vividas pelo autor, e essas acabam servindo de inspiração para muitos leitores de suas obras.
     O movimento Hippie, dentre outros posteriores inspiraram-se nos beats, tanto que alguns hippies se autodeclaram beatniks, e assim por diante. Um grupo inspirador, com ideias incríveis, e ideais a serem seguidos. Quem são os beatniks? Sou eu, é você, somos nós, todos somos beats, todos temos potencial para isso, mas nem todos temos coragem para optar por uma vida à margem da sociedade, por um caminho meio obtuso e boêmio. Enfim, pessoal, leiam as obras acima citadas e busquem saber mais sobre esta geração incrível, que mudou completamente o pensamento de diversas gerações e que deixou enraizada sua marca na história.

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